O stress da fotografia
O facto de se poder falhar até conseguir o desejado é sem dúvida alguma o maior atractivo deste tipo de máquinas. Desde que não seja a captação de um determinado momento imediato podemos repetir inúmeras vezes até conseguir o que desejamos. Mesmo para os amantes, que cada vez são menos, do analógico as máquinas digitais são uma ferramenta de treino que devolve resultados e experiências em microsegundos.
Claro está que isto faz que em qualquer evento desportivo ou social apareceram milhares de máquinas a apontar para um tema. E o Lisboa DownTown não foi excepção.
No seguimento do post de ante-ontem, enquanto procurava reacções reparei que existiam imensas pessoas, tal como eu, a tentar captar "aquele" momento. Uns com mais aparato outros com menos, mas todos com o mesmo propósito embora com finalidades diferentes.
Faz-me lembrar as filas de paparazzi em frente as passadeiras vermelhas a fotografar famosos. Todos engalfenhados a tentar tirar a melhor fotografia. Adoro ainda as recções das pessoas a olhar para o atleta que aí vem fazer o seu grande salto.
Gosto de três pessoas no público:
- A minha preferida, a senhora a espreitar por baixo do braço do fotografo de vermelho.
- O rapaz de camisa branca de boca aberta por cima do mesmo fotógrafo.
- E a rapariga do lado direito com a cara voltada para trás com ar de espanto.

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